A partir de agora, se um jogador tocar duas vezes na bola durante uma cobrança de pênalti e marcar o gol, o lance deverá ser repetido. A mudança foi definida pelo Conselho Internacional da Associação de Futebol (Ifab), órgão responsável pelas regras do esporte. Se o atleta cometer a infração e desperdiçar a chance, no entanto, a cobrança não será repetida.
A atualização da regra ganhou repercussão após um lance envolvendo Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, na disputa de pênaltis contra o Real Madrid pelas oitavas de final da Champions League. O argentino escorregou e, acidentalmente, tocou duas vezes na bola antes de fazer o gol. A arbitragem anulou o lance após consulta ao VAR, o que gerou protestos do clube madrilenho e um pedido formal de esclarecimento à Uefa.
Segundo a Ifab, mesmo que o segundo toque seja involuntário — como no caso de escorregões ou após a bola bater na trave — ele continua sendo considerado uma infração. Antes, o gol era anulado e a posse revertida à equipe adversária. Agora, se a bola entrar, o pênalti será cobrado novamente.
A discussão também reacendeu o debate sobre o uso da tecnologia Connect Ball, presente em torneios como a Copa do Mundo de 2022 e a Eurocopa de 2024. A bola equipada com chip detecta toques com precisão, mas ainda não foi implementada na Champions League devido à falta de infraestrutura em alguns estádios da competição.
